O EMARANHADO

Abri minha caixinha de acessórios hoje e encontrei três colares emaranhados. Já é a segunda vez que isso acontece.
Diante disso, tinha duas opções: ignorar até o dia que eu precisasse abrir a caixinha novamente e descobrisse que não poderia usar meus colares ou dedicar um tempo para resolver esse problema.
Escolhi a segunda opção. Comecei pelo colar mais simples, ele foi o primeiro a se soltar da confusão. Um dos colares além de estar embolados em outros, estava também perdido em suas próprias voltas.
Essa situação me fez pensar na vida.
Todos nós vivemos situações emaranhadas e cheias de nó. Alguns nós podem ser bom e necessários, nos fortalecem na caminhada. Mas e quando o nó se torna um emaranhado confuso? E quando ambos se confundem e a relação deixa de ser funcional? O que fazer quando a individualidade deixa de ser respeitada?
O que fazemos quando nos deparamos com situações desse tipo? Muitas vezes, por receio, acabamos “empurrando com a barriga”, não resolvendo o emaranhado, mas no futuro aquilo volta a ser um incomodo.
E se soubéssemos que é possível resolver,  trazer mais qualidade de vida a médio/longo prazo mesmo que para isso precise mexer em pontos difíceis e que leve um tempo? Será que preferimos a dor de um incômodo bem guardado ou a liberdade de uma ferida remexida?

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“Talvez tivesse o que chamam,coração vulgar
Hoje sozinho me cuido pra não me enganar
Daquele primeiro amor não vou nunca esquecer
Poucos, contados nos dedos, chegando em você”

“Ela é a moça que sonha
O tempo não lhe escorregar
Seus segredos
Não vem a tona
Porque hão de se preservar

Como pode assim um coração
A sete chaves se trancar
Pode esconder a emoção
Com tanta ternura no olhar
É só lembrar pra ver

É, parece que ela tem na ponta dos dedos
O caminho que trilhar
Parece sofrer com a espera de tudo que sonha
Mas é seu jeito de levar

Qualquer coisa que lhe destoa
É pouca para lhe faltar
Sabe a hora de rir a toa
E também a hora de chorar

Ela pode ter um novo amor
Para em mil pedaços revirar
Peca na incerteza da paixão
Mas num passo sabe contornar
É só lembrar pra ver

É, parece que ela sente as cores do vento
E o destino que traçar
Parece temer a força que vem de dentro
Encantar, pra nunca mais me deixar
Pra sempre me levar”

Encontro com uma velha (e nada agradável) conhecida

– Oi, Brenda! Como você está? Já faz um tempo…
– É, estava bem até você chegar…
– O que tem feito?
– Não gosto de você, se vai ficar aqui, pode ao menos ficar quieta?
– Grossa! Não adianta me ignorar, faço parte de você também.
– Obrigada por lembrar.
– Ele não falou com você hoje…
– Quem se importa?
– Você.
– Estou tentando fazer outra coisa, você poderia parar de me lembrar dele?
– Meu trabalho não é esse, você sabe.
– Dane-se.
– Você está diferente da última vez… Espera, você não está sofrendo mais por aquele assunto, não é?
– Não, eu superei. Vou superar isso também. Eu sou PhD em superar, meu bem, você não sabe de nada.
– E você paga de sabida, madura, mas ainda não aprendeu tantas coisas… É por isso que estou aqui,‘’Mal começaste a conhecer a vida…’’.
– Então tá, o que eu ainda tenho que aprender?
– Por hoje, apenas uma lição: Você não deve me ignorar.

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